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SAPO Zen

"Talvez para a generalidades das pessoas..."

 

“Talvez para a generalidade das pessoas tu não sejas senão mais um, mas para certas pessoas tu és o mundo todo.”  Autor Desconhecido
 
 
Não é ninguém mais responsável pela nossa felicidade do que nós próprios, A ninguém devemos outorgar este direito, mas devemos investir-nos deste dever.  Porém, não devemos deixar que quem quer que seja não nos deixe exercer e vivenciar a nossa felicidade e o nosso destino como seres em evolução.
 
É verdade que tem gente que se agrega à nossa vida para nos puxar para baixo, para cercear a nossa liberdade de ser, de estar e de sentir. Mas somos nós que as deixamos exercer este poder. Acomodados? Reticentes? Instalados? Qualquer que seja a  razão, damos permissão e passamos a ser conspiradores contra nós próprios. Verdadeiros sabotadores da nossa existência!
 
Assumimos os nãos, as trelas e açaimes que nos impõem. E até fingimos que aceitamos que os coloquem  em nossos corações, mentes e espíritos, para que nos fiquem com o corpo. Mas, nem nossas cabeças nem corações podem ser açaimados. Pode até parecer que sim. Podemos até fazer de conta que estamos literalmente presos, mas, por mais que fisicamente não estejamos onde queremos estar, emocionalmente estamos à 100%.
 
Para quem nos quer prender somos apenas mais um. Aquele que não lhes pode faltar, que tem que cumprir a missão, e assumir o personagem que poderemos ter querido ser um dia mas que em virtude de não sermos mais quem fomos não faz mais sentido continuar a interpretá-lo.
 
Para outros podemos ser o mundo todo. Um mundo em que somos livres para pensar, intuir e sentir sem cobranças. Sem expectativas de que possamos dar algo mais do que realmente podemos dar, simplesmente porque somos o mundo todo e mais algum! Então deixam-nos livres, e por sermos livres estamos por inteiro onde realmente queremos estar.
 
 
Para quem somos este mundo e outro, somos não a felicidade mas a via que permite exercer a que já existe em nós. Não somos o caminho mas a viagem, Não seremos razão mas a questão. Poderemos ser o que realmente faz toda a diferença. A diferença entre o ser e o estar.
 
Quando nos obrigam a estar, até podemos ficar, mas nunca vamos lá estar inteiros.
 
Estaremos permanentemente na busca de quem seja o “nosso” mundo todo.
 
Heloisa Miranda
sapozen@sapo.pt