Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

SAPO Zen

“O mundo não deve ter fronteiras, mas horizontes”

 “O mundo não deve ter fronteiras, mas horizontes” – André de Botton

 
Ainda não descobri porque temos a enorme e visceral tendência a estabelecer fronteiras. Fronteiras para os outros, e, pior ainda, para nós próprios. Criamos muros, barreiras, fossos abismais para manter o nosso espaço, o nosso “mundinho”, os nossos preconceitos. Sim, porque na maioria das vezes as fronteiras que estabelecemos não passam de preconceitos, preconcepções de uma mente por vezes mais limitada do que pensamos que seja.
 
É claro que eu sou eu e você é você. É claro que a sua cabeça não pode ser a minha cabeça, mas porque temos que estar espartilhados entre as fronteiras da nossa maneira de pensar? Lá por pensar de determinada forma, não temos que à partida não aceitar outros limites, outros caminhos. Mesmo que não comungue ideias, mesmo que não assuma para si os limites dos outros, muitas vezes vale à pena analisá-los e sobretudo respeitá-los.
 
Mas voltemos as fronteiras que criamos para nós próprios. Muitas vezes nem são fronteiras. São mesmo enormes barreiras, muros altos e com arame farpado para reforçar a segurança. E assim ficamos limitados, tolhidos, prisioneiros de nós próprios e das limitações que nos impomos. Já somos tão limitados pelo que vem de fora, que se nos limitarmos a nós próprios é melhor nem levantar da cama porque caminhar 2 passos já será quase impossível.
 
Se ao invés de fronteiras estabelecermos horizontes, tudo será mais extenso, mais ilimitado. Poderemos chegar aonde quisermos e ainda continuar a navegar, e um novo horizonte poderá ser conquistado Se a fronteira remete-nos ao muro, ao espaço fechado, o horizonte leva-nos ao infinito, ao para sempre e mais um dia.
 
Se a fronteira é cinzenta, o horizonte é colorido, seja pelo nascer ou pelo pôr-do-sol, dependendo do hemisfério em que estivermos.
 
Se a fronteira limita, o horizonte expande.
 
Se a fronteira é real e concreta, o horizonte é sonho e fantasia.
 
Se a fronteira é o que está estabelecido o horizonte é o que liberta.
 
E assim caminhemos nós.
Heloisa Miranda
sapozen@sapo.pt
 

Os Pensamentos:

 

 

Os pensamentos aqui reproduzidos fazem parte do livro da minha autoria " Só quero que ames a vida" da Editora Verso da Kapa

www.versodakapa.pt

 

 info@versodakapa.pt

 

 

 

 

 

Heloisa Miranda

sapozen@sapo.pt

 

 

No canal de Vídeo do Sapo Zen, hoje: 

 

Convidada do Programa :

A convidada do programa de hoje é a taróloga Vera Xavier

 

Contactos Vera Xavier:

Lisboa:   21 352 30 75 / 931 168 496

Porto:     963 781 012

1 comentário

Comentar post